Revisita


Este blog é minha revisita a aldeia onde nasci, Castelo Branco, uma ilustre freguesia do Concelho de Mogadouro.

Mais de vinte anos e, alguns milhares de quilômetros me separam de lá. Mas, apesar de estar longe geográfica e temporalmente, mantenho no meu coração, as lembranças, o carinho e o respeito por esta terra, suas gentes, tradições e valores.

Escrever estas linhas estas passagens é minha maneira de revisitar e reviver pedaços de Castelo Branco.

Venha, vamos fazer esta revisita juntos!

Mande fotografias, textos, lembranças, o seu endereço de e-mail para refazer o contato com outros conterrâneos. Dedique um tempo á leitura e deixe seus comentários.

Ajude a revisitar Castelo Branco.

E-mail: luispardal@castelobrancomogadouro.com

Aviso aos de lá: Neste instante pergunto-me ao começar estas linhas, se tenho realmente o que escrever. Faz tantos anos que saí da minha terra... Dentro de mim as lembranças estão diluídas, pelos tons da distância e do tempo.

Eu mudei. Mudei minhas crenças, meus gostos, meu mundo e o valor e sabor das coisas. Descobri enfim o que já lera antes, sem acreditar: “O mundo é composto de mudanças...”,“ Muda-se o ser...”

O que escrevo da aldeia de Castelo Branco, não são imagens reais, mas sim as que existem nos meus sonhos, na minha mente e sobretudo, no meu coração.

Meus personagens, são reais e presentes e vivem ainda, pelos caminhos, ruas, cabeços, vales e ribeiras. Trabalham plantam o seu sustento e seu destino, nas hortas, a segar o trigo, a arredar as parreiras, a guardar as ovelhas nas voltas dos pastos, a colher a azeitona e cozer o pão. Enfim, nascem, crescem, vivem e morrem, como todos os que lá estão.

Mas sobretudo revivem nestas páginas, e um viva também aos que lá nasceram também!

Aviso aos de lá, para que não estranhem ao ler minhas contas e palavras: é certo que as coisas terão sabor diferente, do paladar que estão acostumados nas próprias lembranças. Mas faço este aviso: é a minha historia e o meu tempero. Assim como o vinho velho toma o gosto do carvalho da madeira do pipo, minhas lembranças foram mudadas com o sabor dos anos do tempero da distância.

Confesso que o resultado final será um invento inédito uma coisa diferente, algo como: “caipirinha de jerupiga”. Não sabem o que é? Depois eu conto! Para quem conhece a ainda não tomou, experimente! Vai entender o que lhes falo a respeito das minhas lembranças: uma mistura de Castelo Branco e Brasil, com a mistura dos ingredientes na proporção e medida dos sentimentos do dia em que escrever.

Convido que passem por aqui de vez em quando. Aos poucos vou “arar as chãs”, fazendo os personagens aparecer, as contas crescerem pois este blog é tal qual a água da solheira, cresce no lugar mais improvável, no cimo do monte. Vamos lá entender essas coisas.

Um forte abraço albicastrense a todos que por aqui passarem

Luis Pardal


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