25/12/2011

Feliz Natal


Foto:  Isabel Pardal - Nossa Senhora e o Menino Jesus -  Igreja Matriz de Blumenau. 


Que o Natal seja repleto de paz e bem, amor e saúde e que esses sentimentos estejam presentes em nossas vidas todos os dias de 2012.

Abraços a todos os albicastrenses.



04/12/2011

Bodas de Ouro

Autor: Luís Pardal

O dia 25 de Novembro é uma data muito especial para um casal muito querido por todos de Castelo Branco.

Na capela de Santo António, às 11horas do dia 26 de novembro de 2011, Teresa e Dário celebraram 50 anos de casados. A cerimônia foi organizada pelos filhos e nora e reuniu a todos neste momento tão singular. Bodas de Ouro de uma união muito feliz, coroada pela presença dos dois filhos Dulce e Rogério, da Nora São Pires, dos netos, Teresa, Ana Rita, Rogério e um grupo de amigos.

Para eternizar este momento publico as fotos que recebi da filha Dulce, a quem agradeço pela partilha.

A caminho da Capela de Sto Antonio prontos para celebras as Bodas de Ouro Diante do altar de Santo Antonio, repetem os votos...

O amor só é amor, se não se dobra a obstáculos e não se curva à vicissitudes... é uma marca eterna... que sofre tempestades sem nunca se abalar. William Shakespeare

Hora de brindar aos anos que virão! De hoje em um ano e que se repita assim por muitos, sempre felizes e com saúde um ao lado do outro com os filhos e netos ao redor!

Momentos

Autor: Denise Tozzi

Sr. Nascimento  Sr. Nascimento na juventude NASCIMENTO, ESPOSA MARIO (DIREITA) E VIRGILIO (ESQUERDA)

CELESTE, MARIA AUGUSTA (JA FALECIDA) ANA E VIRGILIO NASCIMENTO E ANA NAS COLHEITAS

VIRGILIO E ANA EM CASTELO BRANCO ANA AGORA NO BRASIL COM AS NETAS NATALIA E VICTORIA

ANA E CIDA NAS COLHEITAS

NA SACADA DA CASA DE MEUS AVOS HILDA VILLARES, MARIA E NASCIMENTO

MARIO E NASCIMENTO NAS COLHEITAS

MARIO EM CASTELO BRANCO ANA, CANDIDA, DARIO E CIDA (ESPOSA DO MARIO)

DISCOTECA DO HEITOR EM CASTELO BRANCO

CIDA (ESPOSA DO MARIO) E VIRGILIO EM CASTELO BRANCO DARIO CANDIDA E VIRGILIO DARIO E VIRGILIO

20/11/2011

Encontro de família

Autor: Luis Pardal

Nossa tia Ilda faleceu. A partida dela deixou tristes a todos que a amavam. Mas, as lembranças dos momentos que vivemos a seu lado, o amor maternal, carinho e a simpatia dela ficarão para sempre gravados em nossos corações.

Uma semana depois, toda a família se reuniu para a missa de sétimo dia e para celebrar o aniversário de 88 anos da tia Teresa. Um dia muito especial, que proporcionou o reencontro de todos. 

Quero partilhar as fotos deste encontro da família Pardal e   descendentes de Castelo Branco reunida no Jardim Maringá em São Paulo .

Um forte abraço albicastrense

Luis Pardal

Sobrinhos com a tia Teresa

Tia Teresa e Maria com os demais sobrinhos

Antonio Silva, Bea e Tia Teresa

Maria Elisa filhas e netos, Tio Armando Tia Teresa

Maris Elisa e familia

Doroteia Plinio e familia com a Tia Teresa

Cristina Pardal, Sylvie Camila e Tia Teresa

Luis Pardal e filhos Isabel e Luis Fekipe e a Tia Teresa

17/11/2011

Retratos albicastrenses

Autor: António Silva

Convido a identificar os rostos desta foto.

(clique na foto para aumentar)Padre Lopes e alunos da escola primaria de Castelo Branco 

Abraço albicastrense

António Silva

15/11/2011

COLECIONISMO

Autor: Alberto Paulo

FACAS E CANIVETES

A faca sempre desempenhou um papel importante na sobrevivência da raça humana. A utilização de facas feitas pelo Homem é uma das características distintivas entre o homo sapiens e a maior parte dos restantes animais.

A história da faca começa na idade da pedra. Os utensílios pré-históricos para cortar eram feitos de osso, chifre, madeira, ou pedra, só mais tarde veio o cobre e o ferro. Hoje os aços das facas podem ter na sua composição Carbono, Crómio, Molibdénio, Vanádio, Níquel etc. Existem já facas com a folha em porcelana o fio não é tão bom mas tem a particularidade de nunca precisarem de ser afiadas.

Temos na região de Miranda bons artesãos em cutelaria, ainda está a tempo de começar a sua colecção de facas ou de outra coisa que goste, verá que é muito gratificante.

(Clique nas fotos para aumentar)

Facas de varias origens Facas de varias origens (2) Facas feitas ou alteradas por mim,a maior tem lamina de porcelana era de faca de cozinha. Facas feitas por mim a maior tem 87mm aberta a mais pequena 23mm Facas Opinel e Palaçoulo a maior tem 50 cm a mais pequena tem 23mm Facas quase todas de Palaçoulo,algumas alteradas por mim

O CANIVETE

Meu maior defeito, nos despreocupados dias da infância, consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer me parecia difícil. Eu podia ser tudo, menos um menino persistente. Foi quando, certa noite, meu pai me chamou para conversarmos. Tinha nas mãos uma tabuinha de pequena espessura e um canivete aberto. Ele me disse quando me aproximei: - Meu filho, risque com o canivete uma linha em toda a largura da tábua. Obedeci e, em seguida, tábua e canivete foram guardados na escrivaninha. A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes. Ao fim da semana eu não podia mais de curiosidade. A história continuava. Toda noite eu tinha que riscar com um canivete, uma só vez, o sulco que se aprofundava. Afinal chegou um dia em que não havia mais sulco. Meu derradeiro e leve esforço cortara a tábua em duas. Papai olhou longamente para mim, e depois disse: - Você nunca acreditaria que isto fosse possível com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou o fracasso de sua vida não depende tanto da força que você põe em uma tentativa, mas na persistência no que fizer. Essa foi uma lição-de-vida impossível de esquecer e que mesmo um garoto de dez anos pôde e soube aproveitar, não apenas na infância, mas durante toda a vida.

(Wallace Leal V. Rodrigues Extraído do livro - E, para o resto da vida... Contos que tocam o coração.) Com Estimas Prof. Walter Pereira

Autor: Alberto Paulo

TRINDADE COELHO - 09/08/2011

Autor:António José Salgado Rodrigues

ANIVERSÁRIO DA SUA MORTE

Passou mais um aniversário da morte do ilustre escritor e magistrado Trindade Coelho ,103 anos (9/8/908 a 9/8/2011), morte trágica e por muitos defendida devido “à maldita da política”, o que é uma realidade, mas não deixa também de ser verdade que outros motivos estranhos à política contribuíram para o estado depressivo e desespero do escritor.

Senão atentemos nas palavras constantes da sua Auto-Biografia:”MEU PAE ERA A ÚNICA PESSOA COM QUEM EU PODIA CONTAR, - E MINHA MULHER ERA TAMBÉM ORPHÃ DE PAE; E COMPLICAÇÕES QUE SE DERAM NA MINHA VIDA POR CAUSA DA MORTE DE MEU PAE LEVARAM-NOS QUASI TUDO O QUE TINHAMOS, POIS PAGUEI A TODOS OS CREDORES DE MEU PAE O QUE SE LHES DEVIA, E OS DEVEDORES DE MEU PAE NUNCA NOS PAGARAM UM REAL, NEM OS OBRIGÁMOS A ISSO, E O QUE NOS DEVIAM ERA QUATRO VEZES O QUE NÓS DEVÍAMOS! …

DE MODO QUE ME VI NA VIDA SÓZINHO E POBRE, E COM MULHER E UM FILHO. COMECEI A ADVOGAR, MAS FUGIA DE PEDIR DINHEIRO PELOS MEUS SERVIÇOS, - E AINDA ESTIVE UMA TEMPORADA ADMINISTRADOR (MAIRE) INTERINO DE COIMBRA, E O GOVERNADOR CIVIL GOSTAVA DE MIM, MAS OS POLITICOS EMBIRRAVAM PORQUE A MINHA “POLÍTICA” ERA SÓ … A “LEI!”.

“LEVARAM-ME QUASE TUDO”, neste quase tudo enquadram-se todos os bens imóveis -(casa e propriedades de oliveiras na Quinta da Roca (Valverde)- que uns pseudo- amigos compraram por “UMAS CASCAS DE ALHOS”,como soi dizer-se, em vez do justo valor, que poderia contribuir para mais amenizar as dívidas .NÃO teria sido também uma das causas que contribuíram para a sua trágica morte?

Lindo o soneto que Gomes Leal publicou no Jornal Republicano “O MUNDO” que levava como epígrafe TUDO ISTO PELA MALDITA POLÍTICA! Com a indicação ÚLTIMAS PALAVRAS DO SUICIDA. Eis os dramáticos versos:

 

      “APONTASTE A ARMA AO PEITO E VOASTE DO DESTERRO,

                AO VER COMO CATÃO A LIBERDADE MORTA.

                POVO CHORA ESTE HEROI, CHORA-O DE PORTA EM PORTA,

                TU, VERDADE, VAI TAMBÉM ATRÁS DO ENTERRO!

 

                QUE FAZES TU AQUI, JÁ QUE O BRIO É UM PERRO,

                QUE ENGRAXA A BOTA DOS REIS E A HONRA É FIRME TORTA

                QUE BEIJA O PRÓPRIO ENXURRO E O PONTAPÉ SUPORTA

                ENQUANTO A PLEBE GEME OS SEUS VARÕES DE FERRO?...

 

                VAI-TE ENTERRAR TAMBÉM, JÁ QUE NÃO ÉS O QUE ERAS.

                QUANTO A TRINDADE, A TI, VARÃO DE HERÓICAS HORAS,

                TU VINGAS-TE DESTA VIL GAFARIA!

 

                UM TIRO. OUVIU-SE UM TIRO. HORA D´ÂNSIA E RESPEITO;

                MAS NÃO FOI A TI NÃO, QUE ESTRANGULASTE O PEITO.

                - FOSTE TU QUE FURASTE A TRIPA À MONARQUIA.”

(PAZ à sua alma, digo eu)

image

O Monograma que tenho a honra e prazer de ilustrar pertença a um familiar de JOSÉ FRANCISCO TRINDADE COELHO, onde se denotam as iniciais JFTC e a data

                                                10

                                          18------77

                                                 6

Texto de: António José Salgado Rodrigues

01/11/2011

Da escola ao Templo…da ciência à oração!

Autor: Arminda Neto

Sala de aula da escola de Castelo Branco, Mogadouro, transformada temporariamente em Igreja, durante a reforma da Igreja Matriz

Sem recorrer a termos confusos da alta pedagogia, o mestre, na lição de hoje, exteriorizava uma certa comoção, assumindo escrupulosamente a missão que Deus lhe confiou: instruir o espírito.

Ali estava, à sua frente, a sala de aula; cheia. Registavam-se algumas faltas mas, na escola da alma, cabe a cada um justificar as ausências… ou as presenças !

Albicastrenses reunidos para a Santa Missa realizada na antiga sala da "Escola das Raparigas"

“ Só é possível ter paz, branqueando o nosso coração e a nossa alma em pensamentos e ações”.

Padre Paulo pároco de Castelo Branco,  celebra a Eucaristina na sala da escola transformada temporáriamente em Igreja.

Palavras do padre Paulo que, na sua extensão evangélica, tentava fazer-nos entender a vantagem de tomar Deus como Mestre, como Pai, como Doutor. Com Ele não se temem críticas nem malquerenças, vencem-se as apatias, desfazem-se os empecilhos, prepara-se a alma decisiva para a luta. Grandes ensinamentos! À altura daqueles que, pelo exemplo salutar de alguns mestres, educaram e prepararam gerações para a vida. Outros tempos!!!

Muito esmero, aconchego e devoção tranformaram a sala da escola em sala de oração. Sim, fizemos da escola das “raparigas” a nossa igreja. Solução, temporária, para continuar a vivenciar o mistério de Deus. Com a provação de muitos e, como sempre, a crítica (não construtiva) de poucos. Quando se luta por um restauro interior da nossa fé, a aproximação da Virgem Maria vai acontecendo, tornando-se uma fé adulta. Aí entende-se que o principal templo de oração é o coração de cada um.

Num sincero saudosismo os olhares espraiavam-se pelo espaço; do interior ao exterior. As exclamações sucediam-se. O passado torna-se presente e….em abono da verdade não se recorda propriamente o bom da vida, mas aquilo que, de uma forma sólida e menos pedagógica, deixa marcas. As lembranças registam claramente os créditos firmados pelo professor que era também educador, pai e catequista. Nobre, mas pesado fardo, legado a tantos educandos que pelos caminhos da vida se afirmaram nos mais variados “mundos”: da família, das artes, da educação, da ciência, da fé.

Rendas, bordados, flores postas a muitas mãos para darem um toque final a este lugar de oração. Assim se resgata o antigo dando novo sentido e valor a este lugar que estava semi-abandono.

Ao registar estas palavras faço-o a pensar em duas pessoas que considero fundamentais nesta rede social. O Luís Pardal; sobretudo pela sua perseverança em sentir-se, genuinamente, filho de Castelo Branco mas também filho de Deus. O tio Arlindo porque sei o quão feliz vai ficar ao ver a escola, com tendência a devoluta, ganhar de novo vida. Desta vez não foi a dos “rapazes” mas…tudo a seu tempo. Todas as necessidades têm uma solução.

Que este ato de transformar a escola em centro de oração seja um sinal de mudança e oráculo de melhores tempos para todos os albicastrenses. Bençãos de felicidade, paz e bem a todos! Bem haja!

23/10/2011

Crónicas do Regedor: O mapa da mina.

Autor: Arlindo Parreira

Imagem do mapa

Pensavam que estava esquecido, mas um regedor é, e será sempre um regedor.  Creio que é algo assim do tipo: Quem é rei nunca perde a majestade! É ou não é?

Para os admiradores, aqui vai mais uma crônica, para os que não o são, recomendo que parem por aqui esta leitura, não quero ser culpado de macular tão sensíveis e virginais olhos.

Como todos sabem a rodela era o pentágono onde os capitães e generais do gamanço tinham o seu quartel secreto, mas não era o único. Havia outros, como este, de que vou falar agora. Um lugar  que tinha o segundo grau de importância estratégia das tropas. “Pirocas” um nome conhecido, mas com um significado muito maior para os iniciados em tão distintas artes, estes guerreiros podiam bem ser comparados aos templários pela vontade férrea de vencer, mas silenciosos como as cobras quando em ação nunca se deram ao trabalho de fazer tal comparação.

Pos é pasmem! Tínhamos mais de um local secreto.

O ritual de iniciação era todo ele realizado neste quartel pirocas. Nele os generais instituiram  a base de treinamento dos recrutas, tudo feito com muito rigor e dedicação. Pirocas, era tambem como um código que só era dado para o recruta depois de ter passado a pronto. 

Provas muito rigorosas eram feitas  para  testar a capacidade da malta recrutada. Quem passava nos testes recebia a chave e o código de entrada para o pirocas junto com um mapa dos galinheiros. Juro que se houvesse GPS naqueles tempos teriamos sido a maior e mais precisa tropa de elite do distrito de Bragança. Mas, para a ocasião em que foi, já fomos muito além. As nossas armas eram umas bengalas de mamarmeleiro. Armas letais quando postas em ação dentro dos galinheiros.

Nao pensem que treinar no pirocas fosse mole não. Os nossos instrutores eram muito exigentes. Para gamar uns pirus e umas pitas, era preciso saber a idade e estado de saúde das aves escolhidas, nada de gamar galinha ou pirua choca, não podiamos permitir que a espécie acabasse. Era um exército com muita consciência ecológica. Outra regra importante: não era permitido trabalhar por conta própria, só com autorização e acompanhado dos mais velhos.

O Pirocas éra um lugar tranquilo. Todas as tardes na varanda, o silêncio era cortado pelo cantar das rãs e dos grilos e o perfume da noite transformavam este lugar em local de sonho romântico. O belo amanhecer pelo orvalho da manhã enquanto cantavam os pássaros no extenso arvoredo.

O Pirocas tinha cerca de 3 hectares de terra fértil, avermelhada da cor do sol-posto, onde dava de tudo: batata a murro, xixa assada, bacalhau com grãos, toucinho, pita frita, pita assada, pita cabidela, pita com piripiri, xouriça defumada, frutas de toda a qualidade.

Ao fundo do Pirocas, o choupal perto da fonte que oferece uma sombra fresca saudável, todo rodeado do grande poço com peixes das mais variadas qualidades tamanhos e cores, tinha até congrio e xixarros com pimentos.

Este paraíso foi sempre o lugar preferido para os estudantes escreverem os textos e poemas para o portal de Castelo Branco. E claro que nao podia deixar de ser, muitas as pitas e piruas foram depenadas nesse jardim do eden e regadas a suaves goles do vinho da terra.

Como se passaram muitos anos e a tropa foi dispensada, só agora pude revelar o segredo do local exato onde tudo isso acontecia.

Nos tínhamos uma propriedade no caminho de quem vai para a devesa  a que chamamos boca das bouças,  tinhamos lá uma horta e um olival e era nesta beleza de sitio que fiziamos nossos muitos faditos.

Aos meus amigos de sempre. em exaltada memória, muitos abraços!

E como quem conta um conto aumenta um ponto, e eu sou atentado, já o sabem, fiz meus aumentos. Memórias são assim mesmo. São de cada um que as quer contar.

De Toronto para o Portal de Castelo Branco, o último regedor de Castelo Branco:

Arlindo Parreira.

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