29/10/2010

CAMINHO DAS LAMEIRAS

Autor: Isaias Cordeiro
Marco da praça, Ti Ze Rito a cavaloRegressara às origens no ano de 1977. Pelo meio ficaram uns bons anos cheios de tudo um pouco. O regresso valia por tudo o que adquiri, conhecimento e ser!
Da memória nunca fora apagado o passado nem esquecido o que por aqui tem de se fazer para termos parte dos bens essenciais em nossa casa. Colher uns sacos de batatas, umas restas de cebolas, tomates, pimentos as couves o feijão etc, era e sempre foi o desejo de quase todos os que aqui regressam mesmo sabendo que em termos financeiros por vezes ou quase sempre não tenham retorno absoluto do dinheiro gasto. Fabricar uma hortinha era até por questão social um preconceito a ter em linha de conta. Mesmo assim compartilho a ideia de que a micro- agricultura tem um papel importante na vida dos mais desfavorecidos.
Não fugindo a essa regra e nunca ter esquecido como se faz, eis – me a fabricar a pequena horta na Devesa anterior pertença do meu tio Zé Davide, á data já adquirida pelo meu cunhado residente em França. Pequena e de fraca qualidade agrícola ali teimosamente plantávamos de tudo um pouco. Curiosamente ao ano a que me refiro até amendoim lá se cultivou numa experiência para mim inédita Pimentos cebolas e tomates da hortanunca mais repetida não pela produção que até foi boa mas sim pelo fraco interesse agrícola.
A horta exigia uma presença constante. Queixa-mo - nos hoje dos fracos recursos hídricos mas já nesse tempo era um dilema. Se é verdade que a água era em mais abundância também os utilizadores eram muitos mais já que desde as nascentes das Lameiras e do Noro até a esta horta havia muitas a regar. Todos os pedaços de terreno mesmo que de palmo e meio eram cultivados numa ideia que eram bons para o feijão e outros produtos.
Ano a ano escasseava a água e não era fácil regar durante o dia pois cada um procurava fazê-lo bem de madrugada e quase sempre por lá se passava o tempo. Pela agueira já não corria a suficiente capaz de regar. Os utilizadores mais a montante absorviam quase todo o caudal do ribeiro. Outrora este fazia rodar um moinho não muito longe desta horta do qual ainda existem vestígios. Diferenças abismais que a natureza nos dá com as suas alterações climáticas . Mesmo assim, nessa altura em todo o termo, aqui e ali encontrávamos Fontaelas, agueira quase seca pouco dava pra regarera assim como eram designadas pequenas nascentes que nos matavam a sede todo ano, hoje percorremos o nosso termo e salvo uma ou outra ainda viva todas as restantes nem vestígios deixaram para a história.
Havia então duas alternativas para que esta horta fosse regada, passar ali toda a noite ou aproveitar as pequenas poçadas sendo que nesta opção e na falta de outros meios se fazia através de um Garibano e que tão bem a minha tia Maria Neto o movimentava quando me ia lá ter para essa prestimosa ajuda.
Um corpo franzino mas com uma força impressionante! Curiosamente esse garibano é uma das peças da minha colecção de pequenos utensílios agrícolas e nele uma pequena ave fez este ano o ninho e ali criou os seus filhotes.
Na verdade a opção era quase sempre ali passar a noite. Fizera-o vezes sem fim! Bem junto ao ribeiro e debaixo de um pessegueiro tinha a minha cama feita de colmo na qual aos solavancos dormia enquanto a água caminhava devagarinho pelos sulcos secos pelo sol tórrido do dia. As noites eram quase sempre muito escuras já que mesmo havendo luar a horta ficava assombrada pelas duas encostas que a ladeiam. O silêncio era quebrado de quando em vez pela coruja e outra bicharada.
O burro caminhou mais um pouco e quando se aproximou da horta espantou-se quase fazendo cair o seu dono que reagindo ao acontecido disse bem alto para o burro, alma do diabo, quase me fazias cair! Numa das primeiras noites que ali passei e cerca da uma da manhã senti bem longe o trotear de um animal. Momentos depois o animal bufava dando sinal da presença de alguém no seu trajecto habitual para as Lameiras. Uns minutos depois, transposto o ribeiro por sinal quase seco, o burro caminhou mais um pouco e quando se aproximou da horta espantou-se quase fazendo cair o seu dono que reagindo ao acontecido disse bem alto para o burro, alma do diabo, quase me fazias cair! Ao ouvir esta conversa dei os bons dias dizendo, Olá ti Zé, madrugou muito? Em tom irónico respondeu, estavas aí meu merda o burro teve-te medo e quase me tombou.
Conversamos um pouco sobre a pouca água que chega aqui abaixo, fumamos uma cigarrada mandou andar o burro e disse, deixa-me ir embora que o teu tio Zé António também deve estar a aparecer.
(Texto em homenagem ao amigo Narciso José Rito, que Deus o tenha em descanso)
Saudações Albicastrenses
Isaías Cordeiro

28/10/2010

HOMENAGEM ÁS MÃES

Autor: Mário Neto
Ontem  quando  fui  comprar  os  crisantemos  para oferecer á minha mãe, talvez as saudades que senti, lembrou-me de homenagear as mães, todas as mães, principalmente as nossas que já partiram, mas que continuam presentes dentro de cada um de nós. Envio a homenagem ás mães (á minha mãe)
Mãe
Deus em sua magnífica inteligência usou de sua mais pura perfeição e criou um ser perfeito. Deu-lhe a dádiva da vida, para que suas criaturas pudessem existir e multiplicar o verdadeiro amor. No mundo surge a vida a partir de uma criança. No ventre de uma mãe, cresce, um sonho, uma luz, uma esperança.
Mãe foste por Deus escolhida, para nos dar a vida. E nos momentos difíceis, é no teu conforto que encontramos abrigo. Preocupas-te conosco a fim de nos proteger e muitas vezes, imaturos, não sabemos reconhecer o teu valor.
Mãe! És símbolo de honestidade, carinho, amor e protecção e amas sem preconceito. Aqueles que te desprezam, não sabem o teu valor, pois és cheia de puro e eterno amor.
Se há no mundo perfeição? Sim não há dúvida. São vocês, Mães, e moram em nossos corações. O que nos une às mães é muito mais do que laços afectivos. É a forma da alma feminina que dia-a-dia nos encobre de carinho e afecto. Neste dia tão especial, vamos agradecer com nosso amor esta pessoa tão maravilhosa que sempre está ao nosso lado em todos os momentos.
Mesmo para aqueles em que a partida de sua mãe foi inevitável. Não se preocupem... O importante é que ela partiu definitivamente para o vosso coração.
Por que Deus permite que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento. Fosse eu Rei do Mundo, implantava uma lei: "Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino.".
Para aqueles que ainda têm suas mães aproveitem todos os minutos ao lado delas e demonstrem o quanto as amam.
MÃE...
És a mais doce e pura criatura, a dedicada esposa, mulher e protectora!
Foto da minha mãe, Maria de Lurdes. Ontem quando fui comprar os crisantemos para oferecer á minha mãe,talvez as saudades que senti, lembrou-me de homenagear as mães,todas as mães principalmente as nossas que já partiram,mas que continuam presentes dentro de cada um de nós. ( Mário Neto)TU... Que me permitiste viver e sonhar, que me amparaste e me ensinaste a caminhar!
É teu, o mérito do sucesso que se diz meu, pois, tu sabes transmitir com teu amor, sem buscar descanso, com alegria e louvor, a garra de luta e a grande vontade de vencer!
Ensinaste-me a respeitar e ser respeitado!
Ensinaste-me a ter honra e ser honrado!
Ensinaste-me a sublime arte de ser Pai!
Mãe, que palavra mais bela, pura, sensível, linda, magnífica, especial
Nome, que no mundo inteiro e nesta vida....não há igual.

Carta à Mãe (Maria de Lurdes)
Esta carta é para a minha mãe em especial mas para começar vou dedicá-la a todas as mães:
- Às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem "perder-se" nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
- Ás Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez -talvez inoportuna e indesejada - por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
- Ás Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um "não" oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
- Ás Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
- Às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
- Também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício... A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
E agora em especial para a minha mãe com muito amor e carinho:
MÃE...
que na presença constante me ensinastes
na pureza do teu coração a vislumbrar
caminhos...
MÃE...
dos meus primeiros passos, das minhas primeiras palavras...
MÃE...
do amor sem dimensão, de cada momento,
dos actos de cada capítulo de minha vida
não ensaiados, mas vividos em cada
emoção...
MÃE...
da conversa no quintal, do acalento do meu sono aquecido de amor, aninhado no teu coração...
MAE...
do abraço, do beijo que levo na
lembrança...
MÃE...
és tu que me inspiras a caminhar...
MÃE...
a presença de cada passo que o tempo não apaga: por mais longo e escuro que seja o caminho, haverá sempre um horizonte...
MÃE...
Mulher a quem devo a vida,
que merece o meu respeito,
a minha gratidão e o meu afecto.
Descansa em paz, Mãe!
 
Mário Neto

25/10/2010

Reencontro de família em São Paulo

Autor: Mario Neto
Quem for da década de 40 certamente se lembra da minha tia-avó. Marquinhas Neto e O tio Guilherme (sapateiro) Irmã de meu avô Emílio Neto e cunhado
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Emigraram para São Paulo, no Brasil, ha cerca de, 60 anos, acompanhados de seus filhos: Diamantino, Belmiro, Aquiles, Adelaide e Balbina.
Não voltaram a Portugal. Hoje permanecem vivos e de boa saúde Aquiles e Balbina, a quem tive o prazer de abraçar, pela primeira vez.
Apesar da tenra idade com que partiu recordam algumas coisas de Castelo Branco, inclusivamente a porta do palheiro onde brincavam.

clip_image004Aquiles e Balbina            clip_image006
clip_image002[13]Meu cunhado Higino , marido da Balbina e eu Mário.clip_image004[9]Panorâmica de onde vive capela da Sr. da Penhaclip_image002[15]
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clip_image006[7]Eu , minha mulher e meus cunhados com a Balbina e maridoclip_image008
Últimos momentos em S.Paulo , uma despedida muito familiar esperando em breve poder abraça-los, em Portugal, voltando a rever as suas raízes donde partiram, com esperança á cerca de 60 anos.
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Mário Alexandre Neto

20/10/2010

Descoberta

As vezes é preciso um prêmio para que todos reconheçam o talento que há muito existia. Perdoem minha ignorância mas só hoje tive  a oportunidade de conhecer este grupo, graças ao prémio que ganharam.  Resolvi partilhar. Valeu a pena. Divulguem também.
O texto abaixo foi copiado na integra do site do grupo: http://galandum.co.pt/inicio 

Vencedores da 1ª edição PRÉMIOS MEGAFONE

O património cultural do Nordeste Trasmontano, constitui um elemento muito importante da sua identidade cultural e por sua vez uma fonte de riqueza e factor de desenvolvimento. Miranda é uma região fronteiriça com Castela e Leão (Zamora, Aliste, Sanábria), regiões que comungam de uma cultura muito idêntica no que refere à música/etnografia - a cultura felizmente não tem fronteiras.
A língua própria, o “Mirandês“, a música e os seus instrumentos, as manifestações festivas, gastronomia, toda a vivência rural, e muitos outros factores, dão a Miranda e ao Nordeste Trasmontano em geral, uma cultura e identidade que merece ser estimulada, preservada e vivida.
Galandum Galundaina nos anos 90 aparece no panorama cultural e torna-se com algum relevo no representante legítimo da tradição musical /etnográfica das terras de Miranda e Nordeste Trasmontano, região onde nasceram, "mamaram" e se criaram envoltos nas mantas da tradição e costumes, que foram resistindo aos tempos.
O grupo Galandum Galundaina é composto por quatro elementos: Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos. Dedicam parte da sua vida a recolher, estudar e divulgar nas mais diversa formas a música tradicional da pequena região do nordeste trasmontano. Tentam dar um toque de modernidade aos seus trabalhos, não descorando os ritmos e timbres dos instrumentos e vozes. Constroem a maior parte dos seus instrumentos, modificam e transformam outros que utilizam. Desta forma conseguem sonoridades e afinações que lhe conferem um estilo muito próprio.

Os Galandum Galundaina foram os grandes vencedores da primeira edição dos Prémios Megafone.

A riqueza melódica de Senhor Galandum consegue ser mais ampla ao abrir portas a outros instrumentos e, logo, a outras músicas que assim fazem que a etiqueta do «tradicional» seja demasiado limitada para o que aqui se ouve.
          João Moço - Notícias Sábado nº231, 12 de Junho de 2010
Vale a pena ouvir, por uma vez que seja, a herança do cancioneiro mirandês por quem a sabe de ginjeira. (...) Ele há rabecas, sanfonas, gaitas de fole portuguesas e galegas, flautas tamborileiro, caixas, adufes, bombos, castanholas, pandeiretas, realejos e mais uns quantos foliões, tudo em incontrolável algazarra nume empoeirada eira mirandesa. Fosse toda a música em Portugal assim.
          Ricardo Braz Frade - Blitz, Abril de 2010
...os Galandum Galundaina são um dos mais sólidos e modernos projectos da música tradicional portuguesa, rainana, ibérica..
O terceiro disco dos Galandum Galundaina, encerra as dúvidas: estamos na presença de um tremendo grupo. (...) Arábias e Leão de mãos dadas. Obra-prima.
Uma magnífica tradução moderna da música raiana.
Música colossal portuguesa. Vêm de terras de Miranda. É mais que música portuguesa. É a futura raiz de um povo. Bordem a oiro este nome na vossa memória fixa.
         João Bonifácio - suplemento Y, Público, 15 de Abril de 2005

17/10/2010

Peregrinação ao Santuário de Fatima em setembro de 1968

Autor: Maria Zelina Salgado Rodrigues
 Nomes das pessoas nesta foto: Porfessor Rodrigues,Padre Eugénio, António Figueira, Fernando Ferreira,Rosalina do Canto-Freira;Gracinda Neto,Odete Ferreira,Conceição Mau, Olimpia Mau,Aninhas, Eugénio Ferreira, Armando Pires, Idalina Neto,Marquinhas do Canto,Maria Ferreira, Marquinhas do Canto, D.Balbina-Professora, Nicolau Cordeiro, Maria Amélia, José Carlos Lopes, Maria Calva, António Jambana, Norberto Pires,Raúl Afonso, Marquinhas Ferreira,D. Zelina Rodrigues, Virgilio Figueira, Acácio Costa, Aninhas Costa, Armando Neto, Joaquim Pinho Ferreira.As duas fotos foram gentilmente cedidas por Isaias CordeiroNomes das pessoas nesta foto: Porfessor Rodrigues,Padre Eugénio, António Figueira, Fernando Ferreira,Rosalina do Canto-Freira;Gracinda Neto,Odete Ferreira,Conceição Mau, Olimpia Mau,Aninhas, Eugénio Ferreira, Armando Pires, Idalina Neto,Marquinhas do Canto,Maria Ferreira, Marquinhas do Canto, D.Balbina-Professora, Nicolau Cordeiro, Maria Amélia, José Carlos Lopes, Maria Calva, António Jambana, Norberto Pires,Raúl Afonso, Marquinhas Ferreira,D. Zelina Rodrigues, Virgilio Figueira, Acácio Costa, Aninhas Costa, Armando Neto, Joaquim Pinho Ferreira.
 narrativa da viagem ( clique para aumentar) narrativa da viagem continuação ( clique para aumentar)

Agradecimentos:
Um agradecimento muito especial Dna. Zelina pela gentileza de escrever este lindo texto para o site e Blog; á  Lídia Susana Tavares que digitalizou e enviou por e-mail; e ao Isaias Cordeiro que enviou a fotos que foram publicadas no blog em dois artigos em setembro de 2009.  Clique para ler os artigos: Artigo I e Artigo II

Bordados albicastrenses

Autor: Arlindo Parreira

Estes vídeos apresentam o trabalho e a arte em bordados.

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Esta foi a forma encontrada para homenagear as bordadeiras de Castelo Branco, que trabalharam juntas durante muito tempo como forma de resgate e divulgação do artesanato Albicastrense. Estas bordadeiras receberam de herança de suas mães e avós. Formaram um grupo de voluntárias, para trabalhar em conjunto.
Esta atividade tradicional perdeu espaço e ficou adormecida por alguns anos. No ano de 2008 fez aflorar a comunidade um sentimento de resgate da sua cultura, com o objetivo de transmitir aos seus filhos a herança de seus pais e avós. O material utilizado é o linho, um tecido popular que se tornou um pano nobre. A coleção enriquece todos nós, e promete encantar a todos.
Agradecemos a todos os que participaram com muito empenho e dedicação neste resgate que nos encanta!
Abraço Arlindo
Vídeo I
Vídeo II

Fotos do piquenique

Autor: Antonio Pires
Vale sempre a pena recordar, mais ainda recordar momentos de alegria e convívio entre amigos. O pique nique dos albicastrenses reúne anualmente em Lisboa conterrâneos de todos os lugares. Para relembrar e animar a malta para o próximo em 2011.

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Autor: Antonio Pires

05/10/2010

Sonho com a minha terra.

Autor: Sara Ingueira
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Olá, bom dia a todos.
Como todos os anos fui a Castelo Branco passar ferias no mês de Agosto.
Nada muda muito de uns anos aos outros, mas o que sei é que tudo me atrai para ali.  É a família, os amigos, ou apenas um cafezinho na praça sempre em boa companhia e em boa conversa.
Gosto de ficar ali assentada vendo quem passa, lembrando de algumas recordações, ouvindo certas historias e deixar  mais uma boa tarde de um mês de Agosto passar na nossa terra.
E já agora, para não perder o costume, no caminho que me leva a casa, dou também uma voltinha pela estrada, aonde sempre se encontra alguém, e nestas andanças são mais dois dedos de conversa.
Num destes dias de agosto convidei a família para almoçar. O calor era muito e pusemos a mesa no terraço. Assim que acabamos de comer, uns foram dormir a sexta, outros tomar o café e eu fiquei arranjando a cozinha para depois ir ter com eles. Quando acabei estava um bocado cansada e também curiosa de ver o livro que me tinha sido oferecido pelo A.Paulo.
Sentei-me a sombra e fiquei lendo aqueles lindos poemas até adormecer.
E sonhei.
Sonhei com a minha terra ,
Aldeia que me viu nascer,
Aldeia do vale e da serra
Que nunca vou esquecer
 
Lembrei-me dos meus avos,
Que eu tanto adorei,
No cemitério a sós,
Um Padre Nosso rezei
 
Também recordei a escola,
O meu tempo de criança,
Os amigos, a sacola,
E a minha vizinhança

Da bela praça lembrei,
Da macaca ali jogar,
Dos morcegos que cacei,
Pelas noites de luar

Da igreja eu recordei,
Em tempo de comunhões,
Até que por fim acordei,
Feliz de recordações

04/10/2010

BANDEIRA NACIONAL

Autor: Jorge Manuel da Silva Noronha Alves

 

SÍMBOLO MÁXIMO DA NAÇÃO PORTUGUESA

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Conforme é do  conhecimento amanhã celebra-se a implantação da República (05 de outubro de 1910) - faz 100 anos de República.
A Bandeira Nacional, sofreu nas suas cores e forma, sucessivas mudanças desde a origem da nossa nacionalidade, em que tinha cor branca com uma Cruz Azul e o Brasão do Primeiro Rei de Portugal – D. Afonso Henriques, até à sua forma actual, que é do conhecimento de todos Nós.
A nossa Bandeira apresenta a seguinte configuração:
  • É rectangular e bipartida verticalmente em duas cores fundamentais: o verde e o vermelho.
  • 2/5 verde-mar, ficando do lado da talha. Verde de esperança, vitalidade e fecundidade, simbolizando os extensos campos e mares do território nacional.
  • 3/5 escarlate, lembrando o sangue derramado pelos portugueses que libertaram e mantiveram Portugal livre e independente.
  • Ao centro o Escudo das Armas Nacionais, orlado de branco introduzido no Reinado de D. Sancho I. Nos cinco Escudetes azuis vêem-se pequenos círculos brancos, os Besantes, simbolizando o Direito Soberano de Cunhar Moeda, ou seja de Independência Nacional, tendo sido fixado em número de cinco no Reinado de D. Sebastião.
  • Sob o Escudo das Armas Nacionais, encontra-se a Esfera Armilar Manuelina, de cor amarela avivada de negro, introduzida no Reinado de D. João IV; figurando a concepção cósmica de um Mundo de que fomos descobridores e civilizadores.
  • Carregado de simbolismo são os Escudetes azuis recordando a primitiva Cruz Azul do Brasão do Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
  • Os Sete Castelos de Ouro sobre a bordadura escarlate, que se vêem em torno do Escudete branco, foram também fixados no Reinado de D. Sebastião e são rematados por três Torres, das quais a central é um pouco mais elevada. À bordadura escarlate foram adicionadas as Armas Nacionais no Reinado de D. Afonso III, após a conquista definitiva do Algarve. Os Castelos representam as Sete Praças Forte conquistadas aos Mouros e constituem um símbolo de independência e força.
Após o significado das cores e da simbologia da Bandeira Nacional; contudo, a Bandeira Nacional é mais do que isso, ela encerra a Identidade e Soberania Nacional, a Unidade da Nação Portuguesa.
Do Minho ao Algarve, até à ilha mais afastada dos Açores todos temos um elemento comum que contribui para a nossa coesão, independentemente das condições sociais culturais e económicas da cada um – a Bandeira Nacional.
Em suma, ela representa o Símbolo Sagrado dos Valores que se identificam com a Pátria Portuguesa.
A Pátria, é a nossa terra, a nossa família, os nossos antepassados, os nossos valores, os nossos costumes, a nossa forma de estar e sentir – é toda a Nossa História com mais de oito séculos.
Os Valores da Bandeira Nacional, bem como o conhecimento destes, devem estar sempre presentes na Nossa formação cívica, fortalecendo os laços indissolúveis que deve haver entre os Portugueses – de que todos Nós somos parte integrante…
Estevais, 04 de Outubro de 2010
Jorge Manuel da Silva Noronha Alves

Ao meu amigo Rito

Autor: Arlindo Parreira
Percebeu o Senhor que na realização de sua obra estava faltando um líder. Então olhou para a terra e viu que ali estava um mestre em simpatia, chefe de família responsável e incansável, capitão de equipe, que com seus atos mostrava a todos o caminho a seguir. Sério em seu trabalho. Justo nas suas ações. Sereno e dotado de grande sabedoria conquistada nos tropeços e vitórias da sua vida.
Era este o operário que o Senhor estava precisando, do meu amigo, e o convite foi feito. O Senhor já o conhecia bem, e sabia que  jamais iria recusar um convite de um Superior, Então prontamente aceitou! Sabia que deixaria saudades e dor, e apesar disso prontamente atendeu o chamada do Pai Celestial. Hoje a bordo de uma estrela, está no comando de uma legião de anjos. Tenho a certeza que sempre faz escala pelos lados do Canadá e passa na direção da minha casa e que para por um instante para lançar um raio de luz antes de seguir lá para os lados de Castelo Branco onde tem que montar guarda aos seus que lá ficaram. Não dorme, não fraqueja e continuará sempre vivo na memória e no coração de todos nós.
A ele meus pensamentos, porque quando eu for chamado quero fazer parte da sua equipe e ser novamente comandado por ele. Não lamento a sua partida, porque a minha fé me leva a crer que ele está lá, e vai ajudar a tirar as pedras que possam atrapalhar os caminhos que teremos que passar, para também preparar a ceia e arrumar a casa para quando eu chegar.
Peço ao Senhor que me permita estar ao lado do meu Amigo Jose Rito para continuar a sua obra, e assistir a sua gloria.
A amizade é como uma árvore sadia, de firmes e profundas raízes fincadas na terra. Cresce com o tempo e com as dificuldades, coisa alguma a faz estremecer.

Abraço
Arlindo Parreira 

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