15/04/2008

A fogueira do Galo.

Fazer a fogueira do galo. Este costume de nossa terra vem sendo passado de pais para filhos desde há muito tempo e perdura até aos dias de hoje graças á valentia da malta animada de nossa terra. Parabéns a Castelo Branco pela malta animada desta geração que mantém vivas as nossas tradições

No dia 24 de Dezembro os rapazes solteiros e alguns casados juntam-se para irem buscar a lenha para a Fogueira do Galo. Inicialmente iam de casa em casa a pedir lenha em carros de bois ou com juntas de machos e mulas. Quando carregavam os carros levavam a lenha para o largo da Casa Grande e iam ageitando os toros os galhos e giestas para acenderem a fogueira na hora da Missa. Curiosamente, nos últimos 20 anos este trabalho, que sempre foi feito manualmente começou a ser realizado de forma mais mecanizada. Assim e para proporcionar maior eficiencia foram inseridos ao ato de recolher a lenha apetrechos que tornassem o o processo mais rápido e aumentassem a produtividadade da malta. Hoje utilizam, tratores, retro-escavadeira e outras maquinas que contribuem para a realização de fogueiras descomunais.

Mas o costume mantem-se, de meia-noite acendem a fogueira. É tradição ainda de comer e be beber á volta da fogueira e como não podia deixar de ser os ânimos sempre se animam.

Fotos: Artur Claro

Paisagem Caminho Vale de Cabreiro
Campanário da Igreja
Vista da Casa Grande
Acesso ao campanário da Igreja de Castelo Branco

13/04/2008

Vista aérea: Fotos Belarmino


Posted by Picasa

Fotos da Aldeia : Rui Branco









Matar Saudades - Fotos Rui Branco


From: Rui Branco
Sent: Thursday, April 10, 2008 5:34 PM
To: joseluispardal@hotmail.com
Subject: Olá
Caro Luís Pardal,Espero que esteja tudo bem consigo e com a sua família.Pude passar em http://revisitandocastelobranco.blogspot.com/ e gostei muito.O que daria para passar uns dias em Castelo Branco??!!Eu sinto o mesmo, mas estou melhor, estou mais perto!!Vou enviar-lhe umas fotos, poucas, que tirei em Castelo Branco o Verão passado, e ao menos que lhe sirvam para ...sei lá, como eu, olhar, olhar, e lembrar coisas boasUm Abraço,Rui BrancoPS: estou a enviar-lhe pelo Gmail por ser mais fácil anexar fotos.


09/04/2008

Ao toque dos sinos

A aldeia acorda lentamente. Algumas lareiras já estão acesas e os chupões espalham no ar frio da manha, um bafo quente e esbranquiçado que se eleva acima dos telhados. Aos poucos a vida retoma o curso. A luz pálida da aurora treme no brilho branco metálico, dos telhados com geada. No céu as estrelas começam a desaparecer cansadas da longa e fria noite. O sol a espreguiçar os braços nos cabeços da aldeia, alonga o corpo por todos ribeiros e caminhos e firma o dia. A luz muda a cada segundo.


Uma trilha sonora começa a crescer por todos os cantos da aldeia. Galos cantam ao desafio, e são seguidos pelo cacarejar das galinhas que ficam a reclamar aborrecidas, com tanta vontade de cantar a esta hora do dia dos seus parceiros. Ouvem-se os burros, as vacas, as mulas, os machos, enfim todos os outros animais, a pedir o tratamento antecipado antes que mais um dia de trabalho comece. Os sons crescem na mesma velocidade do fim da noite. Até os cães que sabem que ainda não é hora de ir para o gado vão bocejando alertados com tanto rebuliço.
O sino toca as Avé Marias. Três toques... pausa... três toques... pausa...três toques!
Os que ainda resistiam sentem-se agora convocados para o recomeço da vida. As mulheres já saíram da cama faz algum tempo. Com a lareira acesa vão pondo a mesa para o pequeno almoço. As labaredas das giestas secas a estalar na lenha de freixo começam a aquecer a casa e empurram o frio lá para fora. Hora de acordar os filhos, de chamar o marido, de apressar a todos...

Uma grelha aquece no braseiro da lareira enquanto espera as fatias de pão para torrar. Aos poucos os donos da casa vão chegando e, um a um sentam á roda do borralho. Filho vai lavar essa cara diz a mãe para o mais novo, que com medo da água fria, tenta sem sucesso, passar o inverno sem lavar o rosto. Antecipando a cada um que chega e senta ouve-se o barulho dos passos e o arrastar dos bancos da cozinha. Não conversam entre si, falam por sinais e monólogos, nesta mímica rotineira do dia a dia, sabem de cor a função e não precisam usar palavras.

As torradas a assar espalham no ar um gosto bom que se mistura com o aroma do café e do leite fervido. Na seqüência assam umas alheiras que vão para a mesa a juntar-se ao queijo de ovelha, azeitonas, fatias de presunto e salpicão. O frio e o trabalho pesado exigem, aos que vão ao trabalho no campo, um reforço no estomago, saco vazio não se tem de pé.

Com os corpos quentes e mais acordados sentam-se todos na mesa. Comem enquanto espantam o sono de vez. O corpo, reage ao alimento e finalmente toma as rédeas do sono para recomeçar a vida. Fazem os planos, distribuem tarefas e funções, acertam detalhes. Para arrematar o pai e a mãe reclamam da geada que pode queimar a amêndoa e um a um vão deixando a cozinha com a certeza de que a vida continua e precisa ser vivida.

Começa mais um dia na aldeia...

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