25/10/2013

Lavrar a alma.

 

Lavrar a alma com relhas de aço

Vi um lavrador  lavrar a alma com palavras fortes como o aço, lamentando a vida, as estações, a sorte. Vi que lhe rompiam o peito e rasgavam as fibras do coração, as ideias de vencer a sina de quebrar o fado, a realidade de comer o pão com o suor do rosto e a gana de matar a fome que lhe toma os dias.

Pensamentos que iam e voltavam como sulcos de uma lavra continua do chão do ser onde teimava em semear os sonhos de dias melhores de terras férteis fartura e prosperidade.

Ao rasgar a terra, rasgava a alma, virava a vida, eterna lavoura.

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