29/06/2010

Castelo Branco de coração aberto…

Autor: Belarmino Xavier Nunes
Foto Belarmino a dançar no encontro anual de Castelo Branco Ola, muitos parabéns, gostei do piquenique. Ainda sou jovem, e este encontro é uma experiência muito boa que permite encontrar pessoas que não conhecia, uma oportunidade única de estar com outros conterrâneos e ouvir as suas trajetórias de vida e isso sempre enriquece a qualquer um, mais ainda a alguém como eu que ainda tem uma vida inteira pela frente.
Ao ouvir estes relatos impressiona saber, que alguns dos conterrâneos que vem todos os anos ao encontro aqui em Lisboa não vão há muitos anos a Castelo Branco. Alguns deixaram de visitar a aldeia por falta de condições, outros simplesmente porque os laços familiares que os mantinham ligados a terra se apagaram e como não tem familiares a morar lá, a aldeia começa a perder o sentido. Assim este encontro permite-lhes reatar laços e recarregar as baterias das saudades de nossa terra.
Somos poucos e espalhados pelos vários pontos do mundo, e mesmo com ideologias diferentes, falar de nossa terra é para nós motivo de orgulho e identidade. Onde quer que estejamos, falar de Castelo Branco é uma grande honra, mesmo que poucos saibam onde fica localizada nossa aldeia, ou a confundam com uma cidade com o mesmo nome, falar e dizer que somos de lá é um orgulho só.
A história das vidas dos conterrâneos se repete na maioria das vezes, nasceram e cresceram neste cantinho de Portugal, moraram lá até uma certa idade, depois mais tarde, como aves a sair do ninho, tiveram que partir para outras terras para ganhar o pão e o sustento dos filhos.
Minha história é diferente, ainda sou solteiro e por opção resolvi ficar e tentar a vida aqui mesmo em nossa terra. Tenho muito orgulho de cá morar. Apesar tudo , ser “ muito parado” por aquiconfesso que sou feliz e tenho quase tudo o que quero e preciso. Já me senti atraído para sair mundo a fora e me despedir de nossa terra. Os jovens são poucos, porque faltam opções de trabalho e de atrações que nos façam ficar em vez de ir tentar a vida por outros lugares. Afinal qual é o jovem que não gosta de conhecer mundos e povos diferentes. Apesar de tudo isso e de sermos poucos que cá moramos, procuramos fazer de nossa aldeia uma aldeia com coração jovem e dinâmico.
O  motivo deste contato é para deixar um convite aos que moram longe e, que por acaso já não tenham familiares na aldeia: Venham sempre, não fiquem sem vir visitar nosso povo. Serão muito bem acolhidos. O importante é fazerem um esforço extra para virem mais vezes. Eu por exemplo: Aventurei-me e fui dar um salto ao piquenique a Lisboa, foram horas de estrada, centenas de quilômetros para ir e voltar, alem de que tive que trabalhar no dia seguinte. Mas valeu a pena todo o sacrifício para poder rever amigos e conterrâneos.
Se todos voltarem a cada ano, deixaremos nossa aldeia cada vez mais alegre e dinâmica temos muitos lugares bonitos para reunir a todos, como já fazemos anualmente na noite da fogueira do galo!
Venham sempre, não deixem de vir! Nós de Castelo Branco estamos sempre de coração aberto para receber os albicastrenses.
Abraços
Belarmino Xavier Nunes

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