24/04/2011

Procissão da Quinta–feira Santa na paróquia de Nossa Senhora da Assunção, Castelo Branco

Autor: Arminda Neto

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Vinte horas e trinta minutos! Hora marcada pelo Padre Paulo para a procissão da Quinta–feira Santa na paróquia de Nossa Senhora da Assunção, Castelo Branco.

No seu apelo à vivência Pascal convidou-nos a meditar nos últimos instantes vividos por Jesus na sua condição de Homem e a interiorizar o verdadeiro sentido da sua paixão, num ambiente de união, humildade e paz. Palavras sentidas certamente porque… Jesus atendeu-o!

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O dia chegou, apressava-se a hora. As cruzes da Via-Sacra tinham de ser colocadas pelas ruas da aldeia, assinalando o itinerário do sofrimento de Cristo, marcando as estações do seu destino. Sob a chuva que caía, a espera ansiosa do António Pires, “esperem por mim que eu vou ajudar”, (não tenha ele um lugar cativo na Casa de Deus em Castelo Branco) e uma certeza inabalável de que Deus está conosco transformando humildes gestos em grandes factos, traçou-se o percurso do Calvário.

Sem condições representativas mas com o entusiasmo de uma fé quase adulta, a Sacristia ganhou vida pois, nos nossos corações, a História de Jesus repetia-se. Num clima harmonioso e de partilha, o pastor e as suas ovelhas buscavam soluções para recriar exterior e interiormente, um pedacinho da vida de um Grande Amigo que se entregou por nós, por amor e como exemplo.”Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” Nos rostos, de pequenos e grandes, com sorrisos silenciosos, vislumbrava-se alegria e paz. Naqueles instantes apenas Jesus contava. Como Ele devia estar satisfeito! Que sede o Homem tem de convívio fraterno e verdadeiro!!!.....

A São, fazia surgir a figura de Jesus no Xavier, tornando-o, por mérito dos dois, quase real; a Aida, Mãe de Jesus que na sua postura parecia meditar silenciosamente no seu coração, aceitando mas não compreendendo, o destino do Seu Filho; a Marina que no papel de Verónica apertava em suas mãos um simples pano de linho pintado com o rosto de Cristo mas, no seu coração, aconchegava o Santo Sudário; a Rafaela, a Mónica, a Ana jovens disponíveis para darem vida à fragilidade humana, precisando-se….tanto… de consolo, daqueles que nos rodeiam e, sobretudo Daquele cuja misericórdia e o amor são infinitos. O Miguel, o Luís Miguel, O Pedro e o Eduardo que, na sua inocência passaram por condenar Jesus.

A chuva parou. O cortejo teve início; as lanternas que ladeavam a Cruz, seguidas pelas velas acesas nas mãos dos fiéis, rasgavam a noite com a certeza que a luz divina nos mostra sempre o caminho e que depois da noite vem o dia, depois da cruz vem a alegria. Como o silêncio foi eloquente!

A partir daqui… palavras para quê? As imagens falam por si …

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Castelo Branco deseja a todos uma Páscoa Feliz e…tal como Jesus fez, que cada um de nós sinta, neste tempo pascal, um convite à conversão.

Arminda Neto

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